terça-feira, 30 de junho de 2009

Centro Integrado de Educação Pública, CIEP'S






Rio de janeiro - RJ - 1983/86
Arquiteto Oscar Niemeyer (1907)
Arquiteto Carlos Magalhães da Silveira (1933)
Arquiteto José Manoel Klost Lopes da Silva (1922)
Arquiteto João Candido Niemeyer Soares (1954)
Arquiteto Hans Müller (1924)

O programa de escolas implantado em larga escala em todo o Estado do Rio de Janeiro foi concebido segundo um plano de trabalho visando aproveitamento integral do tempo do aluno que ali permanece para estudar e recrear.
Empregando estrutura pré- moldada , pode ser executado em menos de seis meses, englobando um prédio principal, de três pavimentos, com 24 salas de aula, restaurante para trezentos alunos, gabinete médico-odontológico, biblioteca e em anexo uma frande cobertura para ginásio de esportes. Os pilares, lajes e vigas são pré moldados em usina e transportados para montagem, que emprega guindastes.
Necessitando de terrenos de 10.000m², nem sempre encontráveis, há também uma versão compacta, com o ginásio de esportes na cobertura, empregada em terrenos urbanos mais densamente ocupados.
As principais críticas do projeto foram: o amplo espaço das salas de aula, que, sem serem fechadas, dificultava o domínio de turma por parte dos professores, que reclamavam de necessitar forçar a voz para se fazerem compreendidos pelos alunos e a localização das unidades, próximo a vias públicas de grande circulação.

Roberto Loeb - Banco do Nordeste do Brasil S.A.




Formação: Mackenzie – 1965.

Nasceu 17 de maio de 1941 - São Paulo - Brasil. Um dos "desalinhados" dos anos 1980 contestava a ortodoxia do concreto na arquitetura Paulista, a proposta feita com o uso de estruturas metálicas, contestava o modelo arquitetônico estabelecido pela escola paulista, que privilegiava o uso do concreto. Para ele, o “cãos criativo” de São Paulo poderia ser um estímulo para que o arquiteto assuma o papel de reconstruir ou construir uma nova paisagem, por meio da arquitetura.

Obra: Banco do Nordeste do Brasil S.A.

Projeto de arquitetura para implantação da nova sede em Fortaleza – CE.
Área 120.000m² primeira etapa com 20.000m² de área construída, incluindo projeto espacial para centro de processamento de dados com área de 4.000m².
Projeto de arquitetura de interiores para os novos escritórios da sede administrativa localizada em Passaré, Fortaleza – CE, com área de 14.000m².

Ano do Projeto: 1982. Área: 120.000m².
Bibliografia:

Site do Arquiteto.
http://www.loebarquitetura.com.br/

Citação do Arquiteto e Entrevista Com o Arquiteto Roberto Loeb 27-04-2006.
http://www.arcoweb.com.br/entrevista/roberto-loeb-um-dos-27-04-2006.html

Éolo Maia - Centro de Apoio Turístico Tancredo Neves




Nascido em Ouro Preto em 27 de janeiro de 1942, foi um Arquiteto Brasileiro com influencia na Arquitetura contemporânea mineira.
Foi casado, com Jô de Vasconcelos sua companheira em projetos e na vida, juntos em uma parceria criaram aS Revista Vão Livre e Pampulha, onde contestou a Arquitetura da época.
Formado em Arquitetura, pela Escola de Arquitetura da Universidade Federal de Minas Gerais em Belo Horizonte 1963.
Trabalhou em seus projetos junto com sua esposa e amigos como Sylvio. E. de Podestá, uma de suas principais obras em conjunto foi o Centro de Apoio Turístico Tancredo Neve FIG- 01, Belo Horizonte, Minas Gerais em 1984/1992.
Faleceu em Belo Horizonte dia 16 de setembro de 2002, deixando saudade.
Em 2006, a Obra e vida de Éolo Maia foi tema da exposição e livro da editora UFMG.

Bibliografia:
http://www.eolojo.com.br/inicial.htm
http://www.ufmg.br/online/arquivos. shtmlwww.ufmg.br/online/arquivos/003782.shtml
http://www.vitruvius.com.br/resenhas/textos/resenha142.asp

Sylvio Emrich de Podestá - Centro de Apoio Turístico Tancredo Neves





Nascido em Belo Horizonte em 1952 onde vive e trabalha Engenheiro / Arquiteto formado em 1982 pela Escola de Arquitetura da Universidade Federal de Minas Gerais; trabalhou como professor de desenho da EAPUC, Minas Gerais e de Projeto da EAUFMG.
Sylvio publicou livros é sócio diretor da AP CULTURAL há dezessete anos, editora de livros e revista de arquitetura, design e meio ambiente.
Participou de vários projetos ao decorrer da carreira dentre eles o Centro de Apoio Turístico Tancredo Neves intitulado FIG 1-3, FIG 2-3, FIG 3-3, ”Rainha da Sucata” em Belo Horizonte, Minas Gerais em equipe com Éolo Maia em 1984/1992.

“Desenhar prá que’’?
Para o arquiteto desenhar é construir no papel, pré definir ações, estabelecer ligações, quebrar amarras.
Sylvio Emrich de Podestá

"Em arquitetura, quando criticamos um projeto ou uma situação, parece que criticamos a pessoa".

Bibliografia:

http://www.podesta.arq.br/index.php?option=com_content&view=article&id=159%3Aprojeto-rainha-da-sucata&catid=1%3Aresidencias&Itemid=13
http://www.metalica.com.br/pg_dinamica/bin/pg_dinamica.php?id_pag=1574
http://www.arcoweb.com.br/entrevista/sylvio-de-podesta-em-arquitetura-17-12-2003.html

Marcos Acayaba - Residência Hélio Olga 1987

Fonte da Imagem: http://www.marcosacayaba.arq.br/lista.projeto.chain?id=18

Formação: FAU USP – 1964

Discípulo de Vilanova Artigas – Ele procura conhecer os métodos e processos do projeto adotando diversas tecnologias, usando materiais diferentes visando à particularidade do material com a interface do terreno e o programa.
Adotou o funcionamento da casa japonesa, influência de Frank Lloyd Wright no que se refere ao organismo. Ou seja, a casa não é usada apenas como um espaço de abrigo, ela transcende ao convívio familiar.

Obra: Residência Hélio Olga 1987 – 1990. Situada ao Jardim Vitória Regia – São Paulo. Hélio fez uso do sistema pré-fabricado em madeira para ganhar tempo no canteiro de obra, bem como explorar um projeto arrojado sem alterar sua topografia. Dessa forma, ele inverte o programa da casa – estabelecendo a entrada principal, área social e serviço no quarto pavimento. Portanto os espaços íntimos concentram-se nos demais pavimentos como (primeiro segundo e terceiro). Com isso concluímos que o projeto foi inserido de forma a não agredir a natureza.

Bibliografia:

Livro: Marcos Acayaba
Autores: Hugo Segawa, Marcos Acayaba, Joana Mello

http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/18/18141/tde-21052008-164328/
http://www.marcosacayaba.arq.br/lista.projeto.chain?id=18

Década de 80 - Referências Bibliográficas

Internet:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Arquitetura_p%C3%B3s-moderna
http://pt.wikipedia.org/wiki/Arquitetura_do_Brasil
http://www.revistaau.com.br/arquitetura-urbanismo/182/vida-e-obra-de-flavio-ferreira

Bibliografia
GASPARI, Elio - A Ditadura Envergonhada
BERTONCELO, Edison – A Campanha das Diretas e a Democratização

ANOS 90 - CONTEXTUALIZAÇÃO

O início da década de 90 ficou marcado pela transformação do planejamento urbano no Brasil, devido às repercussões provocadas pela Constituição de 1988. Com o forte processo de desenvolvimento econômico e social, a arquitetura brasileira começa a investir em sua cultura local utilizando-se dos materiais e tecnologias disponíveis no mercado, além de atentar para relações mais democratizantes e com um maior alcance social da população brasileira em geral. A segregação econômica e social fica mais aparente devido às privatizações de espaços urbanos, aos fechamentos de grandes áreas da cidade, e o rápido crescimento de condomínios fechados acaba diminuindo o poder de investimento dos municípios, gerando problemas, como o aumento da violência, e principalmente o crescimento de grandes áreas faveladas.
Nesse período surgem diversos programas de interesse coletivo, fomentados por entidades privadas ou por pequenas empresas nacionais, executando grandes obras de edifícios institucionais, industriais, residenciais, equipamentos públicos, conduzindo a arquitetura brasileira a diversas realizações entre os caminhos da arquitetura nacional. Nesse contexto projetos com propostas relacionadas à questões ambientais, e ao Patrimônio Histórico, começam a ter grande repercussão. Verifica-se também o aparecimento de linguagens projetuais relacionadas aos pensamentos modernos.